Há pessoas que chegam bem aos 80 anos e, outras, que encaram a velhice como um processo triste, doloroso e solitário. “A solidão é fera, a solidão devora”, já cantava Alceu Valença. Do meu lado, nutro minha mãe com muito carinho a atenção e, as marcas das doenças que ela enfrentou, obrigaram-me a contratar Cuidadoras competentes que, sobretudo, a respeitam. Mas não deixo de marcar minha presença para, sobretudo, evitar que ela se sinta só e abandonada.

Mas existe outro mundo, no qual o filho contrata esses profissionais e deixam seu idoso mercê da solidão. Daí, surge um vínculo afetivo entre o contratado e o paciente e, se for uma pessoa do bem, ótimo. Mas, se não for, surge a possibilidade do golpe: ganha-se a confiança e lavra-se um testamento particular direcionando parte do acervo hereditário. E a família (omissa) de nada sabia.

Havendo herdeiros necessários (descendente, ascendente, cônjuge ou companheiro), o autor da herança pode testar 50% dos seus bens a terceiros e, se ninguém existir nessa classe, faculta-se a disposição de todo o patrimônio, deixando de fora os colaterais (irmão, tio e sobrinho).

Restará ao herdeiro do falecido buscar a anulação do testamento alegando, por exemplo, que o idoso foi coagido ou não tinha discernimento para o ato (vício de vontade).

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